Mano Mano Zubeldía se vê diante de um dos maiores desafios de sua carreira como treinador do Fluminense. A próxima missão tricolor na Copa Libertadores envolve uma partida em La Paz, na Bolívia, um cenário que combina dificuldades técnicas e climáticas para qualquer equipe que visite o altiplano.
A altitude de mais de 3.600 metros acima do nível do mar representa um obstáculo fisiológico considerável. Jogadores de equipes que não estão acostumadas com essas condições enfrentam quedas significativas no desempenho cardiovascular, afetando diretamente a qualidade técnica e a resistência física durante os 90 minutos de jogo. Para o técnico argentino, a preparação vai muito além do que normalmente é realizado nas competições domésticas.
Zubeldía, que já acumula experiência em diferentes contextos competitivos, não possui histórico recente de trabalho em ambientes com tais características extremas. Isso torna a experiência boliviana um verdadeiro teste de adaptabilidade e conhecimento tático. O treinador tricolor deve considerar ajustes na intensidade dos treinos, na hidratação dos atletas e até mesmo na distribuição de esforços durante a partida.
A estratégia desenvolvida pelo técnico para a Libertadores passa obrigatoriamente pela compreensão desse cenário único. Não se trata apenas de levar uma boa equipe para o campo, mas de condicionar mentalmente e fisicamente os jogadores para enfrentar adversidades que vão muito além do futebol tático. Estudos sobre aclimatação, timing de chegada e até mesmo a alimentação dos atletas entram no planejamento.
O Fluminense busca se consolidar como um competidor consistente na Libertadores, e isso passa por vencer desafios como o de La Paz. Zubeldía compreende que a competição continental exige preparação diferenciada e respeito às particularidades de cada confronto. A altitude não será desculpa, mas sim um fator a ser gerenciado com maestria.
Com o decorrer da campanha tricolor na competição, fica evidente que o técnico trabalha para montar uma estratégia que não apenas respeite os desafios impostos pelo futebol boliviano, mas que transforme esses obstáculos em vantagem competitiva. O sucesso nessa jornada dependerá da execução dessa estratégia e da capacidade de adaptação de seus jogadores.
Fonte: ge