A vitória do Fluminense sobre o Santos, conquistada de forma dramática na Vila Belmiro com placar de 3 a 2, trouxe consigo reflexões importantes sobre as estratégias táticas do time tricolor. Em coletiva após o jogo, o técnico Zubeldía apresentou uma análise detalhada sobre as diferentes possibilidades de armação do meio-campo, evidenciando como o clube está se adaptando às ausências de peças fundamentais do elenco.
A principal ausência atualmente é a do meia-atacante Lucho Acosta, que segue em processo de recuperação de lesão. Diante desta situação, Zubeldía optou por escalar um tripé de volantes contra o Santos, utilizando Bernal, Alisson e Hércules. Essa escolha representou a primeira experiência de Alisson integrado a essa formação, marcando um momento de experimentação controlada em campo.
"Tínhamos ausências, como Martinelli, Lucho e Canobbio. O tripé antes era armado com Nonato e Lima. Hoje foi a primeira experiência de Alisson em um tripé", explicou o treinador durante a entrevista. Segundo Zubeldía, quando a equipe atua com essa estrutura de três volantes, consegue manter melhor controle do jogo através da movimentação, pausas estratégicas no espaço e avanços bem executados pelos laterais.
Além dessa configuração, o técnico também destacou outras opções disponíveis no elenco para diferentes contextos de jogo. A presença de Paulo Ganso oferece uma alternativa mais vertical e com cadência diferenciada em comparação com Acosta. O Fluminense pode ainda atuar com dois extremos puros, ou com Ganso funcionando como segundo meia apoiando dois atacantes diretos.
"Podemos jogar no 4-2-3-1 com um meia vertical, podemos ter 4-2-3-1 com um meia como Ganso, podemos jogar com tripé com Alisson ou Nonato. Podemos jogar com dois atacantes e Paulo de meia", enumerou Zubeldía, demonstrando a flexibilidade tática que almeja implementar.
O treinador ainda mencionou a dúvida técnica entre utilizar três ou quatro defensores, outro aspecto que pode variar conforme as necessidades estratégicas em cada partida. Toda essa multiplicidade de opções reflete, segundo o próprio técnico, a qualidade do elenco disponível.
"Isso tudo significa que temos um bom plantel", afirmou Zubeldía, ressaltando que conversas internas com a diretoria do clube, particularmente com Mário Bittencourt, sempre reforçaram que vitórias são conquistadas através de um elenco bem estruturado. Os resultados negativos recentes, longe de desmotivar, funcionaram como catalisadores para que o treinador refinasse suas ideias e aproveitasse melhor as opções disponíveis no momento apropriado.
A capacidade de adaptação tática do Fluminense, portanto, não apenas supre as ausências temporárias, mas também oferece ao time maior flexibilidade competitiva para enfrentar diferentes adversários e contextos ao longo da temporada.
Fonte: Netflu (https://www.netflu.com.br/sem-lucho-zubeldia-expoe-diferentes-maneiras-de-armar-meio-campo-do-fluminense-e-elogia-elenco/)