O Boca Juniors ressurgiu das cinzas. Após anos de instabilidade e frustrações, o clube argentino encontrou no técnico Cláudio Úbeda a fórmula para voltar aos trilhos e se transformar em um adversário temido na atual edição da Copa Libertadores.
A trajetória recente dos Xeneizes é marcada por turbulências. Em 2023, o time chegou à final do torneio continental, mas foi derrotado pelo Fluminense em um resultado que evidenciava problemas estruturais maiores. Desde então, o desempenho piorou: ficou fora da disputa em 2024 e foi eliminado na fase preliminar em 2025, sinais claros de um clube em crise.
No cenário doméstico, a situação era ainda mais preocupante. O último título argentino conquistado havia sido em 2022, quando o Boca levantou o Campeonato Argentino, a Copa de la Liga e a Supercopa. Os anos seguintes foram marcados por trocas constantes de técnicos, polêmicas internas e um rendimento que deixava a torcida cada vez mais desanimada.
Diante deste cenário crítico, a diretoria buscou estabilidade com o retorno de Miguel Ángel Russo, ídolo do clube e campeão da Libertadores em 2007. Russo chegou acompanhado por uma comissão técnica que incluía Cláudio Úbeda como auxiliar. Inicialmente, sinais de recuperação começaram a aparecer, mas o trajeto foi interrompido quando Russo precisou se afastar para tratamento de câncer de próstata. O falecimento do treinador em outubro de 2025 deixou a instituição abalada.
A responsabilidade caiu sobre os ombros de Úbeda, que assumiu de forma interina e posteriormente foi efetivado. O novo comandante enfrentou desconfiança e pressão imediata, precisando reconquistar uma torcida desgastada por frustrações acumuladas.
O começo foi repleto de desafios. Críticas, questionamentos internos e resultados irregulares marcaram os primeiros momentos. O ponto de virada chegou com a vitória sobre o River Plate pelo Clausura de 2025. A atuação brilhante de Exequiel Zeballos, produto das categorias de base, e a goleada de 2 a 0 na Bombonera sinalizaram uma mudança de rumo.
Desde então, o Boca Juniors acumula 14 partidas sem derrota, lidera seu grupo na Libertadores e busca encaminhar antecipadamente sua classificação ao mata-mata. A base, a experiência tática de Úbeda e a confiança renovada formam a fórmula de sucesso.
Este é o Boca que o Cruzeiro enfrentará na terça-feira (28), às 21h30, no Mineirão. Uma equipe reinventada, confiante e perigosa, bem diferente daquela que sofria há poucos meses. Para a Raposa, será necessário impor respeito e buscar uma vitória para diminuir a distância na tabela.
Fonte: Trivela (https://trivela.com.br/america-do-sul/libertadores/boca-juniors-transformou-perigo-cruzeiro-libertadores/)