A vitória do Flamengo sobre o Vitória por 2 a 1, na última quarta-feira (22 de abril), pela Copa do Brasil, deixou a torcida tricolor indignada com as decisões arbitrais. O confronto rubro-negro foi marcado por lances polêmicos que não resultaram em cartões vermelhos, apesar de caracteres claramente violentos que deveriam ter provocado expulsões.
Segundo análise de Renata Ruel, ex-árbitra e atualmente comentarista especializada em arbitragem pela ESPN Brasil, o Flamengo deveria ter saído do campo com apenas oito jogadores. A especialista aponta que três atletas do time carioca cometeram infrações que, conforme as regras oficiais do futebol, mereciam cartão vermelho direto.
O primeiro lance questionado envolveu Luiz Araújo. De acordo com Ruel, o jogador ergueu o braço sem que houvesse disputa pela bola e atingiu deliberadamente o rosto do adversário com o cotovelo, caracterizando conduta violenta. "Luiz Araújo levantou o braço, sem disputa da bola, e atingiu deliberadamente, com o cotovelo, o rosto do adversário. Conduta violenta e cartão vermelho", afirmou a comentarista.
Arrascaeta também gerou controvérsia ao cometer uma entrada brusca que não apenas merecia punição severa como deixou sequelas. O jogador perdeu o tempo de bola e colocou em risco a integridade física do adversário, que precisou ser substituído após o incidente. "Essa entrada do Arrascaeta também era para vermelho. Ele perde o tempo de bola e põe em risco a integridade física do adversário, tanto que o jogador precisou ser substituído. Pela regra, caracteriza jogo brusco grave", explicou Ruel.
O terceiro caso envolveu Saúl, que realizou um movimento adicional e acertou o rosto do adversário. Conforme análise da especialista, a bola não estava em disputa na região do lance, configurando claramente uma infração que deveria resultar em expulsão. "Saul faz movimento adicional e acerta o rosto do adversário. A bola não está em disputa na região em que ele atinge o adversário. Pela regra, é cartão vermelho", completou a comentarista.
O árbitro Anderson Daronco, responsável pela partida, não aplicou as punições adequadas em nenhum dos três lances. O VAR Thiago Duarte Peixoto também não acionou o árbitro para análise das jogadas, deixando questões pendentes sobre a qualidade da arbitragem na Copa do Brasil.
A situação reforça as preocupações com a consistência na aplicação das regras em competições nacionais e alimenta o debate sobre o favoritismo arbitral, tema frequente entre torcedores tricolores que acompanham de perto as arbitragens em confrontos entre grandes rivais.
Fonte: Netflu (https://www.netflu.com.br/comentarista-de-arbitragem-diz-que-rival-do-fluminense-foi-favorecido-por-juiz-e-var/)