O momento delicado vivido pelo Fluminense nas últimas semanas culminou em um protesto de torcedores no Centro de Treinamento Carlos Castilho. A ação ocorreu na quinta-feira (16), dia seguinte à derrota por 2 a 1 para o Independiente Rivadavia, pela Copa Libertadores, em partida disputada no Maracanã.

Com o rendimento em queda e uma sequência de quatro jogos sem vitórias, aproximadamente 40 membros de torcidas organizadas compareceram ao CT para cobrar posicionamento de jogadores e diretoria. A movimentação começou por volta das 16h, quando o grupo abordou atletas durante a reapresentação do elenco. A situação foi controlada com reforço de policiamento no local.

Entre os jogadores que conversaram diretamente com os torcedores estavam Samuel Xavier, Canobbio, Martinelli e Renê, além do presidente Mattheus Montenegro. De acordo com informações divulgadas, o atacante uruguaio Canobbio e o lateral direito Samuel Xavier assumiram a linha de frente nas explicações.

Canobbio reconheceu publicamente a queda de rendimento do time e descartou qualquer relação entre o desempenho ruim e o adiamento do clássico Fla-Flu. O atacante também negou insinuações sobre falta de empenho ou conflitos internos, enfatizando a união do elenco tricolor. O jogador reforçou suas críticas à arbitragem, retomando declarações feitas após o duelo contra o Rivadavia, quando deixou o estádio visivelmente irritado com as decisões da equipe de arbitragem.

Samuel Xavier seguiu discurso semelhante, reconhecendo o momento adverso pelo qual passa a equipe. O lateral aproveitou para destacar a força do Fluminense como mandante, citando a recente invencibilidade conquistada no Maracanã. Xavier também relembrou a memorável campanha de 2023 na Libertadores, quando o time enfrentou dificuldades no início da competição mas conseguiu se recuperar de forma impressionante até conquistar o título continental.

O presidente Mattheus Montenegro, por sua vez, assumiu responsabilidade pelas decisões administrativas que geraram desgaste junto à torcida, particularmente a aceitação do adiamento do clássico com o Flamengo. O dirigente esclareceu que a mudança na data não era uma decisão unilateral do Fluminense, mas resultado de alinhamento entre CBF, emissora de televisão e órgãos de segurança pública.

O protesto reflete a pressão que o time enfrenta tanto dentro quanto fora de campo. Com a recuperação urgente necessária para voltar ao caminho das vitórias, o Fluminense terá que responder em campo pelas promessas feitas à torcida nessa terça-feira conturbada no CT.

Fonte: Netflu (https://www.netflu.com.br/site-revela-o-que-jogadores-e-presidente-do-fluminense-falaram-a-torcida-em-protesto/)