Alvos de gigantes da Série A, Pato e Diego Tardelli valem o salário que pedem?


Com os retornos de Love, Hernanes, Rodriguinho, Ganso e Ricardo Goulart ao futebol brasileiro, somados às transferências domésticas envolvendo Dodô, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, imaginava-se que o mercado da Série A entraria em dias de calmaria a respeito de transações bombásticas. Obviamente, não foi isso que aconteceu. Velhos conhecidos de clubes tupiniquins, Diego Tardelli e Alexandre Pato são os nomes da vez, e é possível que vejamos os dois em ação na primeira divisão em 2019.

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​​Enquanto Diego Tardelli é disputado por ​Grêmio e ​Atlético-MG, Alexandre Pato está no radar de dois rivais do mesmo Estado: ​Santos e São Paulo. Diante de toda a comoção em torno dos dois atacantes, é válido questionar: os dois ainda são hors-concours à nível de Série A? Ambos valem esforços acima da média para serem contratados? Analisemos.

Comecemos por Tardelli. O centroavante é instintivo, técnico e matador, fato. Sua cancha e experiência agregariam demais aos dois interessados em seu futebol, Atlético-MG e Grêmio, muito em função de ambos estarem classificados à Copa Libertadores de 2019. Por estar livre no mercado – ​rescindiu recentemente com o Shandong Luneng -, sua contratação seria sem custos, o que é um facilitador. No entanto, há um problema: o jogador teria pedido cerca de R$ 1,5 milhão por mês, salário impeditivo para qualquer clube da Série A.

Ainda que Tardelli carregue consigo uma enorme bagagem e uma ‘garantia’ de retorno esportivo com gols, sua pedida salarial astronômica não se justifica. O camisa 9 completará 34 anos em maio, tendo passado os últimos cinco anos de sua carreira no futebol chinês, o que certamente implicará em uma readaptação lenta ao ritmo da Série A. Em um balanço geral, portanto, é justo que o Galo e o Tricolor Gaúcho queiram o centroavante e aceitem fazer esforços por ele, mas é preciso que o outro lado também ceda. ‘Esticar um pouco a corda’ por Tardelli é válido, fazer loucuras que poderiam ‘quebrar’ o clube a longo prazo, não.

O enredo envolvendo Pato é um pouco diferente. O centroavante tem contrato ativo com o Tianjin Quanjian, mas está insatisfeito com os recorrentes atrasos salariais por lá e busca uma rescisão amigável. É um jogador diferenciado tecnicamente, mas altamente sujeito à ‘chuvas e trovoadas’, então é difícil saber o que esperar dele. Sua motivação e comprometimento estão sempre sob avaliação, podendo variar do jogador relapso da passagem pelo Corinthians ao jogador empenhado que vestiu a camisa do São Paulo.

É bem mais jovem em relação à Tardelli (29 anos), mas também traz consigo o problema das altas cifras: mesmo que Pato aceitasse reduzir seus ganhos atuais em 50%, ainda pouquíssimos clubes brasileiros teriam condições de contratá-lo. São Paulo e Santos parecem determinados em investir no centroavante, e o interesse de ambos se justifica, já que o Tricolor tem apego emocional, e o Alvinegro tem carência no setor. No entanto, repito meu posicionamento do ‘caso Tardelli’: vale o esforço, não a loucura.

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