Permanência na elite foi alívio pontual em ano ‘pra esquecer’ do Fluminense


No último domingo (2), ​o torcedor do Fluminense saiu do Maracanã aliviado com a vitória por 1 a 0 contra o América-MG, resultado que garantiu o clube carioca na elite do futebol brasileiro. Com ajudinha de uma combinação de resultados na rodada, o placar foi suficiente até para o clube garantir vaga na Sul-Americana de 2019. No entanto, é fato que não há motivos para festa ou celebrações nas Laranjeiras. ​Muito pelo contrário.

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Dentre todos os anos difíceis que o clube vem vivendo desde a saída da antiga patrocinadora, 2018 certamente foi o pior financeiramente/institucionalmente. A linha do tempo de problemas e más decisões tomadas pela cúpula tricolor na atual temporada, levantada pelo ​UOL Esportes, ajuda a explicar o declínio esportivo da equipe na reta final do ano.

Logo na pré-temporada, a diretoria do Fluminense rescindiu unilateralmente com oito jogadores que ainda tinham contrato ativo, com objetivo de diminuir a folha salarial mensal. A dispensa ocorreu via mensagem de texto, o que revoltou os atletas. Como resultado, um aumento considerável da dívida trabalhista do clube, já que a maioria dos jogadores buscou as vias jurídicas em busca de seus direitos. 

Nos meses seguintes, o panorama não melhoraria: sumiço e posterior imbróglio judicial envolvendo Gustavo Scarpa; dança das cadeiras em diversos cargos diretivos, incluindo as curtíssimas passagens de Paulo Autuori e Marcus Vinicius Freire; acordos de patrocínio que viraram verdadeiros ‘micos’, como o caso da Valle Express; 

A bagunça estrutural levou ao pedido de demissão por parte de Abel Braga, em junho. Os salários atrasados se acumularam e o desempenho esportivo esteve sempre ‘na corda bamba’. Apesar de alguns bons momentos, como o início do returno e a campanha até à semi da Sul-Americana, novembro marcou uma derrocada quase fatal para o Tricolor.

A queda não veio, para alívio do torcedor. Mas o clube segue asfixiado financeiramente, com cerca de R$ 440 milhões em dívidas. Para 2019, a incerteza de quem não sabe até quem será o presidente, já que o impedimento de Pedro Abad corre nos bastidores.

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