Fluminense entra no olho do furacão em investigação da Polícia Civil

​O lamentável ano do Fluminense dentro de campo não foi nada diferente do que lhe aconteceu fora dele. Depois da primeira temporada de gestão de Pedro Abad, o Tricolor apenas viu sua dívida aumentar (mesmo sem trazer muitos reforços), acumula no momento dois meses de salários atrasados e, para finalizar como cereja do bolo, agora está no centro das investigações da “Operação Limpidus”, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

De acordo com informações trazidas pelo site ​UOL Esporte, a relação da atual diretoria com membros de torcidas organizadas é maior do que se imaginava. Além da cessão gratuita de 200 ingressos por jogo, o clube providenciou o aluguel de dois ônibus para as torcidas Young Flu, Fiel Tricolor e Força Flu viajarem para Minas Gerais para o duelo com o Cruzeiro.

Com isso, a situação da instituição fica ainda mais complicada, já que o Fluminense desrespeitou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público. Pelo acordado, os clubes do Rio ficaram proibidos de dar ingressos às torcidas. As autoridades creem que os beneficiados revendiam os bilhetes e embolsavam o dinheiro, o que caracterizaria co-participação do Flu em crime de cambismo, ação que é criminalizada pelo Estatuto do Torcedor:

“Esse acordo perduraria até o fim do Campeonato Brasileiro, quando nos retornaríamos à nossa política de não ceder qualquer tipo de ingresso e de ajuda aos torcedores de torcidas organizadas. Porque nossos torcedores são iguais, e não tem porque ajudar a um e não ajudar a outro”, afirmou o mandatário tricolor.

Em meio a tal ambiente conturbado, o time comandado por Abel Braga encerra sua participação no Brasileirão neste domingo, às 17h, diante do Atlético-GO. Sem chances de cair, a equipe almeja apenas uma vaga na próxima Copa Sul-Americana.

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