‘Ajuda’ ao Criciúma, mico celeste, e frango de Jefferson: veja o Pacotão


Coritiba x Botafogo era o jogo que interessava ao maior número de clubes na 37ª rodada do Brasileirão. Enquanto o Coxa era vigiado pelos que não querem cair, o Alvinegro recebia a ‘secada’ dos postulantes à Libertadores. Um jogo, portanto, de interesses bem distintos, e no qual a vitória por 2 a 1 dos paranaenses fez apenas os integrantes do G-4 sorrirem. E ninguém foi tão digno de ilustrar esses extremos, o céu-inferno, o heroísmo-vilania, quanto o goleiro Jefferson, do Botafogo.

Primeiro, foi vilão: no primeiro gol do Coritiba, deixou passar entre as pernas a cabeçada de Deivid. Um frangaço. No segundo tempo, porém, veio o feito heroico. No último lance da partida, Julio Cesar completou um contra-ataque de peixinho, na pequena área, e o goleiro alvinegro mostrou que a falha não o abatera – fez uma defesa espetacular, se esticando todo. Os dois lances, é claro, tiveram lugar garantido entre os selos do Pacotão.

No Heriberto Hulse, o lance decisivo do jogo ocorreu antes do primeiro minuto, quando o árbitro Francisco Carlos Nascimento marcou pênalti de Lucas Evangelista em Sueliton. Antes, porém, o lateral do Criciúma estava 1,82m impedido, de acordo com o tira-teima da TV Globo. A assistente Katiúscia Berger Mendonça não marcou a posição irregular. Wellington Paulista marcou o gol decisivo e garantiu três pontos importantíssimos na luta contra a degola.

Após marcação de pênalti polêmico, Wellington Paulista cobra com categoria (Foto: João Lucas Cardoso)

A rodada reservou ainda outros lances que passam pelos dois lados da moeda. Momentos de tristeza (ou de dor) contrastaram com outros de euforia. Se Leandro Euzébio, do Fluminense, fez falta desclassificante em Luan, do Galo, e levou a etiqueta de sarrafo incontestável, Vinícius Araújo ficou com inveja e protagonizou o mico da vez. Em contrapartida, Maxi Biancucchi, do Vitória, fez a festa com o gol mais bonito, na vitória sobre o Flamengo.

 

Alex se prepara para a cobrança de uma falta. Jefferson observa com a expectativa de evitar o gol, como costuma fazer na maioria das oportunidades. Alex cruza. Deivid cabeceia no meio do gol. Bola fácil, em cima de Jefferson. Dá até para encaixar e… Ops! Que é isso, Jefferson?! Um frango clássico. Gol do Coritiba e falha bisonha do goleirão do Botafogo.

Após contra-ataque em velocidade, Julio Cesar tocou para Carlinhos e correu para a área. O lateral lavantou na medida. Julio cabeceou com a certeza de que fecharia o caixão alvinegro naquele lance. Mas lá estava Jefferson. O goleiro teve reflexo para espalmar a bola, que ainda quicou no gramado. Não garantiu um resultado melhor para o Botafogo, mas ao menos se redimiu.

Maxi Biancucchi passou pelo Flamengo e não deixou muitas saudades na torcida. Neste domingo, o argentino tratou de mostrar que agora está identificado com outro rubro-negro: o baiano. Maxi contribuiu para a vitória por 4 a 2 com um golaço, batendo de primeira, no ângulo direito de Paulo Victor. Além dele, Marquinhos também foi um ex-rubro-negro carioca que balançou as redes para o Leão no duelo. Mas a pintura de Maxi valeu selo.

O Criciúma venceu o São Paulo por 1 a 0 com um gol num lance polêmico. Logo no primeiro ataque, Sueliton tabelou com Wellington Paulista, recebeu na área e caiu. Caiu porque Lucas Evangelista tropeçou e caiu ao seu lado, apenas resvalando no lateral do Tigre. O juiz não teve dúvida e apontou para a cal. Wellington Paulista não desperdiçou. O detalhe é que, além de a falta ter sido mal marcada, Sueliton recebeu a bola em posição irregular. Juiz e bandeirinha se equivocaram no mesmo lance!

O mesmo Wellington Paulista deixou a polêmica do pênalti de lado e protagonizou belo lance. Ele saiu da área e dominou a bola no meio-campo. Aproveitando a subida da redonda, ele aplicou um drible da vaca e um balão em Wellington e Lucas Evangelista, respectivamente. A demonstração de habilidade do atacante não poderia ter ficado fora do Pacotão.

A bordoada da rodada não tinha concorrência. O zagueiro Leandro Euzébio, do Flu, não aliviou em disputa de bola com Luan, do Atlético-MG e entrou para ‘rasgar’. Resta saber se a jogada ou o jogador. Euzébio entrou de tesoura por trás, num lance perigosíssimo. Luan teve a perna esquerda agarrada e poderia até ter sofrido alguma lesão séria. O juizão contemporizou e deu só o amarelo. Ficou barato.

O gol perdido veio do único 0 a 0 da rodada. Para variar, o jogo era do Corinthians, que repetiu o placar pela décima vez. Mas o lance inacreditável não foi do time paulista, e sim do Internacional. Pelo visto, Leandro Damião não quis estragar a festa do técnico Tite e do lateral Alessandro, que se despedem do Timão e da carreira, respectivamente. Damião teve a clara chance de gol sem marcação na pequena área. Ele matou no peito e tentou de cabeça, mas Walter apareceu em sua frente para defender. Pelo visto, era para ser mesmo 0 a 0, em homenagem à tendência natural do Corinthians ao longo deste Brasileiro.

Vinícius Araújo marcou seu sétimo gol pelo Cruzeiro no Brasileiro, mesmo sendo reserva em boa parte do ano, diante do Bahia. Mas ele não está aqui por esse mérito, e sim por um lance cômico no finzinho da partida. O jovem atacante se preparava para cruzar, como um verdadeiro lateral-direito, e mostrou claramente que essa não era a dele. Na hora de levantar na área, ele chutou a bola com o pé de apoio, mandou um chute no vácuo com a perna direita e se estatelou no chão. Um micaço no Mineirão.

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