Perto de completar 300 jogos, Gum se diz orgulhoso e lembra sacrifícios

Gum está desde 2009 no Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

Gum já repetiu o gesto de entrar em campo com a camisa do Fluminense por 298 vezes, e a proximidade de chegar ao número 300 o faz olhar para sua trajetória nas Laranjeiras, iniciada em 2009. Além dos títulos, foram muitos sacrifícios, que fizeram com que o Tricolor ocupasse uma parte importante em sua vida.

Este ano, Gum vive uma fase de pouca sintonia com a torcida, que chegou a vaiá-lo em algumas oportunidades. Ele espera que este panorama mude.

– Só eu sei o quanto foi difícil. Quantas concentrações, viagens eu tive… Fiquei longe de amigos, de familiares. Perdi casamentos, perdi aniversários de esposa e de filho, não pude comemorar os meus. Isso, às vezes, as pessoas não sabem. É muito difícil atingir uma marca dessas e estar jogando. Não é só o número, é o sacrifício. É o trabalho. Alegrias e tristezas. Aprendi a amar o clube e a respeitá-lo. Toda a minha família aprendeu a ter carinho pelo clube. Não importa o tempo que fique. Ficará marcado na história.

Gum acredita que o fato de o Flu não ter conquistado título este ano aumentou a pressão e a impaciência da torcida, mas sua projeção é de que 2016 será diferente.

– Encerro o ano com altos e baixos, com muita dificuldade, afinal, não conquistamos títulos. Isso gera pressão. O clube é grande e tem de ganhar. Ano que vem será melhor. Terei mais tempo para me preparar. Projeto um grande ano.

Gum deve completar 299 jogos pelo Fluminense na próxima quinta-feira, no duelo com o Grêmio, em Porto Alegre. O de número 300 pode ser contra o Avaí, domingo, no Espírito Santo.

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