Culpa no cartório: erros de arbitragem passam por omissão dos clubes


​Para entender o momento atual do futebol brasileiro, é preciso voltar ao dia 5 de fevereiro de 2018. Na ocasião, por 12 votos a 7, os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro vetaram a utilização do árbitro de vídeo na competição deste ano. O motivo: custo.

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Pois é, para se ter VAR no Brasileirão, já que a CBF disse que não bancaria, cada participante teria que desembolsar R$ 1 milhão. Vamos combinar, um valor irrisório para orçamentos que chegam a extrapolar R$ 300 milhões. Na ocasião, o São Paulo foi o único a não ter voto pelo fato de o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva ter ido embora do encontro antes da análise. Mas de nada adiantaria. Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará deram o veredicto. Curiosamente, neste final de semana, ​erros clamorosos de arbitragem, os quais a tecnologia deixaria claro que os juízes deveriam voltar atrás em suas decisões sem perder muito tempo, prejudicaram Atlético-PR e Vitória, dois daqueles que não quiseram o VAR. Agora, não adianta reclamar.

A arbitragem brasileira é fraca, e já existe um consenso quanto a isso. Se no sábado o técnico Renato Portaluppi, em um ato espontâneo, fez questão de elogiar a performance dos “apitadores” neste Brasileirão, agora se faz necessário ouvir novamente sua opinião. E isso é só um exemplo de que não se pode confiar em quem não tem competência e preparo suficiente para conduzir partidas de suma importância, que podem definir os rumos de uma competição. Não se trata de má-fé. Pelo contrário. O Brasil não prepara bem seus árbitros porque não dá a mínima estrutura a eles. Sendo assim, o que seria R$ 1 milhão para quem trata de cifras muito superiores a esta? Os clubes têm, sim, culpa no cartório pelo que vimos no final de semana, seja no Pacaembu, na Vila Belmiro ou no Beira-Rio. E podem esperar quem vem muito mais por aí…

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