Para evitar “erros graves”, Conmebol antecipa teste de árbitro de vídeo

​Tentar diminuir o máximo possível o número de erros graves, com transparência, sem prejudicar a dinâmica do jogo. Esta é a ideia principal da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) para a utilização do sistema VAR (Assistência Arbitral por Vídeo, na sigla em inglês). O programa, que será utilizado nas semifinais e finais da Copa Libertadores, além das finais da Copa Sul-Americana, foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira, em um hotel na Zona Sul de São Paulo.

– Não queremos modificar o jogo, mas estamos convencidos de que é possível ajudar a arbitragem, sempre com muita transparência, seguindo os protocolos da IFAB (International Football Association Board) – explicou Wilson Seneme, diretor de arbitragem da Conmebol.

Em parceria com a empresa Media Pro, empresa que já implantou o VAR no Campeonato Português, a Conmebol decidiu antecipar o teste do sistema de vídeo ainda este ano para buscar diminuir a quantidade de erros graves ocorridos numa partida. Mas ainda está sendo feito um trabalho forte de capacitação destes árbitros, antes do início das semifinais da Libertadores, entre River Plate x Lanus (dia 24) e Barcelona-EQU x Grêmio (dia 25).

– O que determinou para que o VAR fosse testado ainda este ano foi o grau de capacidade nosso de implantá-lo. Se podemos evitar que erros graves aconteçam agora, por que não fazê-lo? – questiona Seneme.

A preocupação da Conmebol é deixar claro que não há interferência na decisão do árbitro de campo, que segue sendo soberano em suas decisões. Além disso, segundo o português Nuno Pereira, diretor da Media Pro, as imagens não são geradas pela sua empresa ou pela Confederação, mas sim pela televisão que detém os direitos de transmissão das partidas.

Jogadas que serão verificadas

O árbitro de vídeo, com a ajuda de outros dois auxiliares, trabalhará em um local à parte do estádio, chamado VOR (Sala de operação de vídeo), onde diante de várias telas, acompanham os lances da partida e farão análise referente a quatro tipos específicos de jogadas.

1) Gols: serão avaliados possíveis impedimentos na hora do gol, faltas por parte do time atacante ou mesmo se a bola saiu de campo antes da conclusão da jogada;
2) Pênaltis: verificação de faltas marcadas incorretamente ou pênaltis não marcados, dúvida  sobre a falta tendo ocorrido dentro ou fora da área, falta prévia antes do incidente do pênalti e se a bola saiu de campo antes do pênalti;
3) Cartões vermelhos: O VAR será usado se o árbitro suspeitar de uma infração passível de expulsão foi detectada ou não vista de forma clara pelos árbitros de campo. O VAR julgará ainda se um jogador que cometeu uma falta passível de expulsão para impedir uma chance manifesta de gol;
4) Confusão de identidade: Será aplicado no caso do árbitro de campo advertir ou expulsar indevidamente um jogador.

Seneme assegura que a Conmebol está seguindo todos os protocolos da IFAB e que a filosofia é provocar uma mínima interferência no jogo e trazer um máximo benefício por sua utilização. E avisa que haverá um controle rígido em relação à pressão de atletas e treinadores.

– Se algum jogador ou técnico ficar fazendo aquele gesto imitando uma tela de televisão, fazendo menção à utilização do árbitro de vídeo, haverá punição. Quem fizer isso receberá cartão amarelo e dependendo do tipo de manifestação, até mesmo o vermelho – explicou o diretor de arbitragem da Conmebol.

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