Clubes utilizam mecanismos e contam com a sorte para lidar com alta do dólar


​No início de agosto para o começo de setembro, a cotação do dólar deu um salto gigantesco no Brasil. De R$ 3,70, passou a valer R$ 4,14 nesta semana. A princípio, esta alta tende a se manter por um bom tempo e isso, obviamente, pode ter influência – para o bem e para o mal – nos negócios praticados pelos clubes de futebol do País. Em momentos como este, é preciso ter o máximo cuidado ao tratar do câmbio.

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Embora os compromissos do dia a dia sejam quitados na moeda corrente nacional, as relações com atletas estrangeiros normalmente são acertadas em dólar ou euro, justamente pelo fato de serem mais confiáveis no mercado internacional. A partir disso, os departamento financeiros das equipes possuem algumas alternativas para lidar com a variação cambial. Em acertos salariais, por exemplo, pode-se estabelecer um piso e um teto para a conversão da moeda, justamente para que nenhuma das partes perca muito dinheiro em eventuais oscilações. Há também formas de se “congelar” a dívida e tornar a flutuação irrelevante.

Obviamente, se ocorrem eventuais perdas, também é possível lucrar com a alta. Com a valorização, a venda de jogadores para o exterior também deixa o acordo firmado mais vantajoso, uma vez que o pagamento por parte dos compradores se dá em moeda estrangeira, que é convertida ao Real antes de entrar nos cofres. Às vezes, a sorte também pode ajudar, ou não. No caso do ​Santos, que recentemente negociou o atacante Rodrygo ao Real Madrid, o clube deixou de lucrar R$ 6 milhões somente pelo fato de a primeira parcela do pagamento (20 milhões de euros) ter ocorrido em julho. À época, isto equivalia a R$ 89,6 milhões. Agora, a conversão chegar a R$ 96 milhões. Acima de tudo, é preciso uma boa administração para lidar com as imprevisibilidades do mercado.

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