Bonitinho mas ordinário – Introdução: Amar é ser fiel a quem nos trai


Por mais força que eu faça para me afastar do lado negro do Fluminense, eu sempre acabo pressionado a voltar. Para quem estava com saudade das sagas do ex-blog, teremos um breve retorno nesses dias, hospedado no Jornalheiros, este blog fora de série mantido pelo PC Filho ao longo de vários e vários anos de resiliência e amor verdadeiro ao Fluminense.
Agradeço desde já o espaço cedido.
Na noite de terça-feira, 15 de maio de 2018, o Novo Fluminense dava início a mais um triste capítulo de sua história recente, que vem sendo tripudiada ao extremo desde 2011, publicando um dos seus mais opacos e errados balanços financeiros.
A peça de ficção, com altas doses de maquiagem e criatividade, veio encaminhada com uma patética mensagem do nosso pseudo-presidente citando Nelson Rodrigues, que deve estar girando em loop em seu túmulo desde então, tamanha a audácia de associá-lo a algo que vem destruindo uma de suas maiores paixões em vida: o nosso moribundo Fluminense.
Por que pseudo-presidente? Pedro Abad não passa de uma cara de paspalho à frente de um grupo vil, que da forma mais fisiológica possível conseguiu construir alianças com outros grupelhos parasitários que relegaram o Fluminense a segundo plano, preterido de n maneiras e reduzido a mero meio para ganhos pessoais e a manutenção de um projeto de poder predatório.
Azar dos fatos? Eu vou abusar da sabedoria do grande Nelson ao longo dessa pequena série de textos e tentar resgatar a essência de sua grandeza e inteligência, que vai muito além desses poucos trechos repetidos em redes sociais e que agora chegaram a uma peça financeira que deveria ser técnica, mas que na prática acabou virando uma montagem vagabunda de chanchada de 5ª categoria.
Que ele me permita batizar essa sequência sobre o balanço de 2017 como BONITINHO MAS ORDINÁRIO. Se o profeta tricolor não gostar, que venha puxar meu pé de noite enquanto durmo, será muito bem-vindo!
O título dessa postagem vem do rol de centenas de frases brilhantes de Nelson Rodrigues.
Todas as partes contarão com suas frases nos títulos.
Foi daí que ainda tirei forças para seguir nessa insana batalha contra esses grupelhos políticos que faliram o Fluminense. Apesar de achar que chegamos a um quadro terminal e simplesmente não acreditar que haja solução para o Flu nesse cenário onde o fisiologismo e as mentiras prevalecem, sigo no martírio daquela pessoa que vê o ente querido definhar a caminho da morte, de mãos dadas e presente.
O Fluminense nos traiu. Isso é fato. O Fluminense é reflexo de seus sócios e dos grupos políticos, e todos nós permitimos que eles fizessem todas as bandalheiras possíveis e imagináveis. Não há como desassociar o Flu de seus quadros.
E nesse exato momento os poderes constituídos no clube nos traem, como vocês poderão perceber ao longo dessa série. Não medem esforços para arrumar desculpas, se omitem e mentem descaradamente. Blefam com normas, blefam com regras e já criam meios de novas maquiagens em 2019.
Nelson Rodrigues também tem explicação para o que aconteceu:
“Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.”
Sucumbimos ao rolo compressor dessa gente sem caráter. Abandonamos o Fluminense ao longo desses 7 anos e hoje pagamos um preço muito alto. Nos limitamos a discutir em redes sociais, alguns publicam editorial dizendo que o Fluminense vai cair, outros fazem podcasts, mas na verdade é preciso admitir que nos faltou coragem de enfrentar essa gente como eles deveriam ser combatidos desde o início.
Em alguns casos também sobrepujaram outros interesses, sobretudo eleitorais. Não estamos imunes à ação parasitária desses grupos quando genuinamente tentamos em vão salvar o Fluminense da sua destruição. Eles têm o dom de infiltrar pessoas que não medem esforços para garantir os objetivos eleitorais, como se o Fluminense pudesse esperar 3 ou 6 anos para medidas corretivas. Os vejo como verdadeiros abutres, ávidos pela carniça e da política do quanto pior melhor.
Deixarei todo aspecto técnico de fora dessa sequência de textos.
Redes sociais não têm capacidade e paciência para acompanhar discussões técnicas. O foro desse tipo de debate é na Justiça, afinal o Fluminense virou um caso de polícia.
Também os privarei de longos textos e interpretações sobre normas porque nosso Conselho Deliberativo é composto majoritariamente por pessoas desqualificadas tecnicamente, além de uma maioria desqualificada moralmente, gente que acorda parceira do Abad e vai dormir inimiga, conforme melhor convém, ou gente que desde 1999 sonhava em tomar o Fluminense de assalto e que hoje cria narrativas, mentiras, máscaras e tudo mais para apoio implícito e explícito a uma gestão desastrosa.
Levar a discussão a um nível mais elevado é pregar no deserto.
Subsidiar qualquer grupo político nos remete ao famoso complexo de Santos Dumont. O agrupamento político é o câncer do Fluminense. Situação, oposição, “independentes”, “isentos”, “os que não participam dos grupos”, mas seguem a narrativa, todos eles causam nossos problemas atuais. É assim desde a década de 90.
Apresentarei em partes os erros mais grotescos do balanço de 2017, na esperança de que pessoas de fora dos quadros sociais do Fluminense, ou aqueles sócios que jamais colocam os pés nas Laranjeiras, reajam. É mandatório a essa altura acionar Conselhos de Classe, a falaciosa e politizada APFut e a Justiça. Precisamos tirar essa gente do Fluminense para ontem, e principalmente imputar-lhes as punições cabíveis. Chega de impunidade.
“Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.” (NR)
Teremos algumas postagens, além dessa introdução. Fiquem atentos ao blog do PC e seus avisos de postagem em redes sociais.
Poderíamos ter mais de uma dúzia de partes, mas vamos focar nos maiores absurdos. Não há mais tempo para tentar corrigir tudo. A sobrevivência do Fluminense corre contra o relógio.
STs
#beijundas
#bonitinhomasordinario
#illbeback
Ricco

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