Flu movimenta mais de R$ 75 milhões em vendas, mas não vê cor do dinheiro


​Ibañez, Ayrton Lucas, João Pedro, Sornoza, Richard e Léo Pelé. Estes foram os jogadores negociados pelo ​Fluminense nesta virada de 2018 para 2019, e as negociações movimentaram um total de R$ 75,8 milhões. No entanto, se engana quem acha que o dinheiro parou nos cofres do clube. Boa parte dele nem chegou a pingar na conta tricolor.

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Conforme mostra o Globoesporte.com, parte foi descontada no ato das transações por conta de percentual de parceiros, dívidas com empresários e pendências com outros clubes. Assim, sem contar o valor relativo a impostos, taxas e comissões, o total já caiu para R$ 37,9 milhões. Só que aí entram outros descontos. O bloqueio de receitas e as penhoras judiciais totalizaram ao menos R$ 33 milhões em 2018. “Esse dinheiro é usado basicamente para pagar as nossas obrigações. Há um volume de penhoras que nos maltrata bastante, o que o torna o nosso grande desafio para a atual temporada”, conformou Eduardo Paez, diretor financeiro do Flu.

Destes R$ 33 milhões, boa parte (R$ 25 milhões) tem relação com um bloqueio de 15% de toda e qualquer receita do Fluminense. Isso se deu a pedido da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional por conta de uma execução fiscal de 2013. À época, o ex-presidente Peter Siemsen não cumpriu decisão que penhorou o dinheiro da venda de Wellington Nem para o recolhimento de impostos em atraso. Já o restante (R$ 8 milhões) é resultado de cerca de 20 penhoras motivadas por ações trabalhistas, de ex-jogadores e ex-funcionários, e cíveis, de empresários e fornecedores. Além disso, o clube ainda é obrigado a pagar R$ 700 mil por mês por conta do Profut (Programa de Modernização da Gestão e Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasil) e do Pert (Programa Especial de Regularização Tributária), sem contar R$ 1,2 milhão do Ato Trabalhista. 

Ou seja, nem com dinheiro “entrando” é possível colocar as contas em dia. Os direitos de imagem dos atletas referentes a dezembro de 2018 e janeiro de 2019 estão atrasados, bem como o valor em carteira referente a dezembro de 2018, janeiro de 2019, férias e 13º salário.

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