Vaga na Libertadores via Brasileirão ou Sul-Americana? A sala de troféus responde


No Campeonato Brasileiro de 2018, o Atlético-PR chegou às rodadas finais vivendo uma situação curiosa, brigando em duas vias por vaga na Libertadores da próxima temporada: o próprio nacional, onde era sétimo colocado e estava à caça do Atlético Mineiro; e a Copa Sul-Americana, onde chegava ao confronto contra o Fluminense, válido pela semifinal, com status de favorito. Especulou-se que a equipe rubro-negra teria que fazer uma escolha, priorizar uma das competições, e assim foi feito: a possibilidade de título continental regeu as decisões posteriores da comissão técnica do Furacão. 

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Levando a campo escalações reservas das rodadas derradeiras do Brasileirão, o Furacão até acumulou vitórias, ​mas não beliscou o G-6 por conta dos triunfos do Galo. Na Sul-Americana, eliminou o Fluminense com propriedade e está na grande decisão, contra o colombiano Junior Barranquilla. A decisão conjunta do clube rubro-negro se provou acertada, apesar de alguns terem classificado como “imprudência” escantear o Brasileirão. Mas priorizar uma chance real de título nunca será imprudente, até porque o valor de uma taça continental ultrapassa (por muito!) a glória de uma campanha de G-6 ou G-4 no nacional.

E não falo apenas pelo Atlético-PR nunca ter ganho uma competição internacional. Qualquer clube que encerrou sem títulos esta temporada, adoraria estar no lugar do Furacão. Pela glória esportiva da taça celebrada e também pela premiação: o campeão da Sul-Americana levará mais de R$ 8 milhões, premiação superior ao montante pago ao terceiro colocado no Brasileirão, o Internacional. Vale lembrar que para chegar à decisão continental, competição de tiro curtíssimo, o Atlético-PR precisou realizar somente dez partidas. Com 12 jogos, menos de 1/3 do nacional (38 rodadas), poderá abocanhar mais que Galo () e São Paulo juntos ().

Há, é claro, méritos em se manter entre os seis primeiros em uma competição tão longe, dura e pareada como o Brasileiro. Mas quarta posição não é troféu, não é comoção, não é carreata e foto do clube no rol dos campeões. Passou da hora dos clubes brasileiros voltarem a valorizar a Sul-Americana, pejorativamente chamada de Série B continental, muito mais vantajosa esportivamente e financeiramente (em caso de título) que o nosso defasado campeonato de pontos corridos.

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