Promotor caracteriza esquema de funcionários do Flu como ‘formação de quadrilha’


​A prisão preventiva de Artur Mahmoud, assessor de imprensa do presidente do Fluminense, e Filipe Ferreira Dias, gerente de operações de arenas do clube, que aconteceu na manhã da última segunda-feira, tem movimentado o noticiário esportivo carioca neste fim de ano. Enquanto o Tricolor saiu em defesa dos funcionários, o promotor Marcos Kac apontou o esquema da dupla, em conjunto com membros de torcidas organizadas, como uma associação criminosa.

Em um trecho de um documento obtido pelo site ​UOL Esporte, Kac afirma que Mahmoud e Dias se associaram a Manoel de Oliveira Meneses, Luiz Carlos Torres Junior [Fial], Ricardo Alexandre Alves Gomes e Carlos Roberto de Almeida [Carlinhos] (todos figuras importantes em torcidas organizadas) de “forma estável e permanente para o fim específico de cometer crimes” e diz ainda que “cada um dos integrantes atuava em tarefas específicas, perfeitamente identificadas e delineadas pelas diligências investigatórias”.

A delegada da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Daniela Terra, falou também sobre a participação do presidente Pedro Abad no esquema.

Abad deixou claro que daria ingressos até o fim do Brasileiro. O Carlinhos (dirigente de organizada preso na operação) ganhou 200 ingressos que seriam distribuídos para as outras torcidas. A reunião que selou isso aconteceu com Abad e Arthur. São vários crimes e outros surgirão com as provas. Constatamos que há desvio de ingressos para organizadas que caem nas mãos dos cambistas. Os dirigentes continuam sendo investigados. Todos que têm relação direta com o crime de cambismo serão punidos”, afirmou a delegada.

Em nota oficial divulgada na última segunda-feira, o Fluminense informa que “confia na correção dos seus funcionários Filipe Dias e Artur Mahmoud. Eles já prestaram todos os esclarecimentos quando chamados a depor como testemunhas. O clube considera as prisões desnecessárias e arbitrárias, e reafirma que vai seguir auxiliando nas investigações da Polícia Civil e do Ministério Público”.

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