Crise financeira e relacionamento de presidentes finaliza união Flu-Unimed


Matheus Babo e Sérgio Arêas11/12/2014 – 07:47 Rio de Janeiro (RJ)


Incompatibilidade de gênios. Aliado à crise financeira, este foi o veneno que minou a saúde de uma parceria que já durava 15 anos. Na última quarta-feira pela manhã, via comunicado oficial (leia ao lado), a Unimed-Rio anunciou que está encerrado o patrocínio ao Fluminense.

Sinais deste rompimento estavam sendo dados desde o início da semana. Na terça, notícias de que a empresa de saúde vincularia um anúncio hoje para comunicar o rompimento circulavam pelas redes sociais. Perguntado sobre esta possibilidade, o presidente tricolor, Peter Siemsen, disse que não se manifestaria, mas já se preparava para a nota oficial da parceira.

A relação de Peter com Celso nunca foi amena. Foram várias as trocas de farpas, públicas ou não. Este ano, por várias vezes, a Unimed-Rio tentou sentar para conversar sobre a renovação, mas o presidente tricolor adiava. Até que Celso Barros desistiu de vez e nomeou representantes para costurar o acordo. Também não deu certo. Àquela altura, a discórdia entre os dois, juntamente aos problemas financeiros da empresa, já havia se tornado um obstáculo intransponível.

O argumento apresentado ao presidente tricolor para o fim da parceria é de que a dívida com os cooperados e prestadores de serviço chega a R$ 1 bilhão. A operação do plano de saúde é negativa e a empresa está com dificuldades para conseguir crédito bancário. Além disso, interferências políticas forçaram o rompimento.

Celso Barros não quis dar detalhes que levaram à saída da Unimed-Rio do Fluminense, mas não escondeu a tristeza.

– A nota (oficial) só não consegue ter lágrimas. Não estou alegre, mas tinha de ser feito. E aconteceu por vários motivos: reestruturação, investimento menor, economia mais difícil em 2015.

Celso não quis falar sobre Peter e foi breve ao comentar a entrevista coletiva que ele dará nesta quinta-feira.

– Só espero que ele se comporte bem – disse.

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