Problemas políticos influenciam a luta de Flu e Vasco contra o rebaixamento


Não é apenas a situação na tabela do Campeonato Brasileiro que unem Vasco e Fluminense neste final de ano. Além de chegarem à última rodada com o risco de rebaixamento, os dois clubes vivem problemas políticos envolvendo suas diretorias e enfrentam críticas contínuas de seus torcedores. 

Na última quarta-feira, Pedro Abad, presidente Tricolor, se retirou do camarote no Maracanã após ser xingado intensamente pela torcida. As críticas nos estádios se repetem a cada jogo na reta final do campeonato. Já o médico Alexandre Campello, mandatário vascaíno, foi cobrado por um colega dentro de um hospital, após participar de uma cirurgia. Os vídeos foram publicados pelo ​Globoesporte.com.

O racha interno no Fluminense é tamanho que dentro da Flusócio – grupo político de Abad – já há quem defenda a renúncia do presidente. Sem se identificar, os integrantes não veem mais condições da atual gestão ser mantida à frente do clube e pedem que o presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite, convoque uma eleição geral antes do previsto (final de 2019).

Para piorar a crise, o clube ainda ​trocou de técnico antes da última rodada e convive com salários atrasados durante praticamente toda a temporada. Apesar dos problemas, Abad descarta deixar a presidência. Mas a decisão não depende só dele, que enfrenta um pedido de impeachment no Conselho Deliberativo, atualmente comandado pela oposição. A solicitação ainda não tem data para ser colocado em votação. 

Pedro Abad enfrenta críticas de diversos lados desde o primeiro momento por discordâncias na campanha eleitoral. Outros fatos como a renúncia de cinco vices, as rescisões de sete jogadores, a aprovação das contas de 2016, último ano da gestão Peter Siemsen, e a venda de jogadores que não resolveram os problemas financeiros deixaram a gestão abalada. Já a situação credita as críticas a interesses políticos e à parcialidade do presidente do Conselho.

A eterna crise do Vasco

O ano do Vasco já começou polêmico com a vitória de Alexandre Campello sobre Julio Brant, seu ex-aliado, no Conselho Deliberativo. Campello assumiu a presidência do clube, apesar de Brant ter sido o mais votado pelos sócios na eleição do ano passado. A torcida passou a se manifestar contra o presidente, que ainda assim contava com maioria no Conselho. 

A instabilidade começou em abril, após a venda do atacante Paulinho e de problemas com os vices da chapa de Roberto Monteiro, presidente do Conselho, que deixaram a diretoria. Além dos protestos rotineiros nas arquibancadas, torcedores chegaram a invadir um treino para cobrar mudanças.

O dia a dia do campo começou a ser afetado pela insegurança politica. Um empréstimo de R$ 38 milhões demorou a ser a aprovado por falta de garantias, o que fez o clube atrasar o pagamento de salários. Apesar de ter conseguido reorganizar as finanças, o elenco já estava contaminado pela briga política dos bastidores. Em grupos de WhatsApp, jogadores manifestavam a preocupação com uma possível fata de dinheiro. Não a toa, o clube chega na última rodada ainda com chances de ser rebaixado pela terceira vez em sua história.

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