Vem treta aí! Gestão do Flu decide reabrir contas de ex-presidente tricolor


​O Fluminense foi o único dos grandes clubes a brasileiros a não cumprir o prazo para divulgação de seu balancete referente a 2017, o que pode gerar sanções como a retirada do Profut, programa de parcelamento de dívidas da União. Em compensação, definiu que vai reabrir as contas de 2016, último ano da gestão Peter Siemsen, para retificação. A decisão, tomada pelo Conselho Diretor do clube, tem como justificativa a revisão dos saldos contábeis.

Nas internas das Laranjeiras, já existia desde o ano passado uma pressão por esta atitude, e ​o atual presidente, Pedro Abad, não se opôs, embora alguns vice-presidentes tenham questionado a necessidade da mesma. Após a retificação, caberá ao Conselho Deliberativo aprovar ou reprovar as contas. O argumento utilizado para a reabertura tem como base a bonificação de R$ 80 milhões pela renovação de direitos de transmissão. Além disso, afirma-se que a entrada de R$ 52 milhões em função do repasse de direitos de jogadores (como Gerson, vendido à Roma) financiou o aumento das despesas.

O Conselho Fiscal recomendou a aprovação, mas um relatório da oposição questionou o superávit de R$ 8 milhões e defendeu, na verdade, um déficit de R$ 72 milhões. Para ela, os valores referentes ao contrato de televisionamento deveriam ser discriminados no período a que se refere, de 2019 a 2024. Ou seja, teria sido com uma receita extraordinária que o Flu tratou de pagar parte da construção de seu centro de treinamentos, dívidas antigas e também algumas contratações.

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