Saída de Autuori deixa Abad ainda mais fragilizado; Abel aguarda reposição


​Paz em campo, estremecimento político fora dele. Mesmo que o ​Fluminense esteja na vice-liderança do Campeonato Brasileiro com uma campanha, para muitos, surpreendente, a saída de Paulo Autuori, confirmada nesta segunda-feira, faz estremecer ainda mais a gestão Pedro Abad. O dirigente, bastante contestado e cada vez mais isolado, fica sem uma peça importante, que tocava o futebol praticamente sozinho mesmo em meio às grandes dificuldades por que passa a instituição.

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Coordenador de futebol, Autuori vinha convivendo com problemas pessoais que aceleraram o pedido de demissão. Porém, pesou também o ambiente de trabalho. A guerra política de bastidor, os atrasos salariais, a saída do CEO Marcus Vinicius Freire e a total falta de perspectiva para implementar novos projetos contribuíram para deixar o cargo. Era ele, por exemplo, quem blindava eventuais tentativas de influência no futebol por parte de dirigentes amadores. E essa fica figura, agora, não está mais nas Laranjeiras.

Abad destacou “todas as contribuições que trouxe neste período e a conduta sempre transparente e íntegra” de Autuori, que, por meio de nota oficial divulgada pela assessoria de imprensa do Triolor, salientou que “foi uma honra ter a oportunidade de fazer parte desta instituição histórica e vitoriosa”. O técnico Abel Braga, assim, perde praticamente o seu braço direito e espera uma rápida reposição. Rodrigo Caetano, de passagem vitoriosa pelo clube, era o nome preferido, mas se acertou com o Inter. Agora, é correr atrás de um substituto para não deixar que o que foi construído de positivo se perca em meio às disputas internas do Fluminense.

Foto: Lucas Merçon / Fluminense / Divulgação

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