Maracanã passa por setorização que isola torcidas organizadas


​Os frequentes episódios de violência nos estádios do Rio de Janeiro no ano passado fizeram com que o Ministério Público adotasse algumas medidas para modificar o padrão de segurança. Além de iniciar o uso da biometria, o Maracanã, por exemplo, passou por uma nova setorização que isolou as torcidas organizadas.

Desde a confusão na final da Copa Sul-Americana de 2017, os quatro clubes grandes do Rio passaram a se reunir com o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e o Ministério Público (MP) para elaborar estratégias de segurança. O MP sempre deixou claro que não abriria mão da setorização das organizadas.

No ​Maracanã, as organizadas receberam um espaço de cerca de dois mil lugares no nível 1 do estádio, delimitado por cabos de aço sobre grades. Segundo o Major Silvio Luiz, comandante do Gepe, o local foi escolhido pelos clubes.

Essa área foi escolhida pelos clubes. Apenas dissemos que precisávamos fazer isso. O espaço de dois mil lugares pode vir a não compreender todos os torcedores, mas será como no restante do estádio: se não houver mais bilhetes disponíveis, a entrada não será permitida. A ideia é separar as organizadas de todo o resto. Quem fez a obra foi a concessionária, que tentou diminuir o dano visual de quem fica no setor superior. Não é incumbência do Gepe, mas causa estranheza realmente visto pela primeira vez”, explicou, em entrevista ao ​globoesporte.com.

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