Veto a treino de reconhecimento na Bombonera gera reações diferentes


O Fluminense não recebeu autorização do Boca Juniors para fazer o famoso treino de reconhecimento na Bombonera antes da partida desta quarta-feira, às 22h (de Brasília), pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores 2012. A atividade tricolor acabou sendo realizada na Casa Amarilla, o centro de treinamentos do clube argentino, localizado bem ao lado do estádio, e acabou gerando reações diferentes entre os tricolores. Enquanto o apoiador Deco reclamou e o técnico Abel Braga minimizou, o diretor executivo Rodrigo Caetano explicou que tal prática já vem sendo utilizada há algum tempo pela equipe xeneize.

Treinamento do Flu teve de ser realizado na Casa Amarilla, o CT do Boca Juniors, localizado ao lado da Bombonera (Foto: Nelson Perez / FluminenseF.C.)

– Foi mais por conta deles. Há algum tempo o Boca adota esse procedimento. Acho que mais para preservar o gramado mesmo. Não creio que seja pelo fato de que no Engenhão eles não poderão fazer o reconhecimento uma vez que o Botafogo não permite. Como o primeiro jogo é aqui, eles nem devem saber disso – explicou Rodrigo Caetano.

Durante a entrevista coletiva, o técnico Abel Braga deu outra versão para o caso, usando exatamente o exemplo de que no Engenhão os visitantes só podem entrar de tênis no gramado antes da partida. Mas a situação não pareceu ter incomodado o treinador.

– Nos ofereceram entrar de tênis e eu falei: “Para quê?”. Só para dizer que entrou na Bombonera? Vamos entrar de qualquer forma na quarta-feira. Isso não vai me fazer ganhar ou perder o jogo. Essa preocupação eu não passo. Só não quero que minha equipe entre em campo pensando que está indo na esquina tomar sorvete de goiaba. Não vamos ter pêra doce pelo caminho. Temos que encarar a partida com seriedade. Ganhar ou perder será um resultado normal para as duas equipes. Mas vamos dar o nosso melhor para um bom resultado – garantiu Abelão.

Já Deco reclamou da postura adotada tanto pelo Boca Juniors quanto pela Conmebol, entidade sul-americana que organiza a Libertadores.

– É um desrespeito, um absurdo. Ser impedido de fazer o reconhecimento é algo que não acontece em nenhum outro lugar do mundo. São por questões como essa que digo que a organização da Libertadores está longe de poder ser comparada com a da Liga dos Campeões da Europa – reclamou o camisa 20.

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