Antes de encarar a Bombonera, Abel avisa: ‘Não podemos nos intimidar’


Sem medo da Bombonera. É assim que o técnico Abel Braga deseja que seus jogadores encarem a partida desta quarta-feira, às 22h (de Brasília), contra o Boca Juniors, em Buenos Aires, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Depois do treinamento desta terça, na Casa Amarilla, centro de treinamento do clube argentino, o comandante do Fluminense garantiu que sua equipe não tem nada a temer. Mas brincou ao dizer que diante de tanto barulho e pressão deve acompanhar o jogo do banco uma vez que de nada adiantará gritar para não ser ouvido.

Lanzini disputa a bola entre Deco e Fred no treino do Fluminense desta terça-feira na Casa Amarilla, o centro de treinamento do Boca Juniors (Foto: Nelson Perez/FluminenseF.C.)

– Não podemos nos intimidar. Temos que procurar o jogo. Eles vão respeitar os brasileiros assim como respeitamos os argentinos. Será uma partida dura, disputada, agressiva… As duas equipes vão procurar a vitória. A única diferença é que teremos menos torcedores e faremos menos barulho que eles. Estou até pensando em assistir a esse jogo do banco, porque de nada vai adiantar ficar gritando na beira do campo com a torcida deles cantando a todo o momento (risos). Só não quero que meu time encolha. Não temos nada a temer. Vamos jogar para frente como sempre – declarou o treinador.

– Se nos intimidarmos com o estádio cheio, já era. Já joguei clássicos com 160 mil pessoas no Maracanã. É fantástico ter o incentivo de 80 mil e a vaia de outros 80 mil. Mas se intimidar jamais. Talvez essa seja a principal questão da partida. Temos de jogar de igual para igual. Sempre ofensivamente como sabemos fazer. Podem ter certeza que o Boca terá dificuldades. Até por causa da tabela. Essa partida não vai definir nada, mas pode nos dar uma boa vantagem em termos de classificação.

Com três pontos, o Fluminense ocupa a segunda colocação do Grupo 4, atrás apenas do Arsenal de Sarandí-ARG, que tem os mesmos três pontos e saldo de gol melhor graças a um jogo a mais. O Boca é o terceiro, com um ponto. A equipe xeneize defende ainda uma invencibilidade de 36 partidas, sendo 33 pelo Campeonato Argentino. 

– Ouço que o Boca não perde desde abril de 2011, que não toma gols… Mas uma hora esses recordes vão cair. Queremos que seja agora – frisou.

Se eu recuar, vou perder. Por isso temos que atacar. Treinamos situações de pressão na saída de bola justamente para driblar esse problema sem dar chutão para a frente. O Boca Juniors vai nos atacar muito. Não tenho dúvida. Se recuarem pode custar caro”.

Abel Braga

Sobre a mística da Bombonera, Abelão disse esperar um clima espetacular dentro de campo. Mas afirmou que não espera ver o Boca sair na frente e recuar para garantir o placar. Até porque se isso acontecer, a equipe argentina vai sofrer segundo as palavras do comandante do Fluminense.

– A defesa deles é exaltada, mas não acredito nisso. Nunca vi o Boca fazer isso na Bombonera. Se fizerem, vão sofrer gols. A minha filosofia é esta. Se eu recuar, vou perder. Por isso temos que atacar. Treinamos situações de pressão na saída de bola justamente para driblar esse problema sem dar chutão para a frente. Eles vão nos atacar muito. Não tenho dúvida. Se recuarem pode custar caro – disse Abel, lembrando ainda que a torcida do Boca tem o poder de levar o time à frente. 

– Prevejo um clima fantástico em campo. Seria ótimo se todas as equipes tivessem esse ambiente em casa como o Boca. É quase único. Só comparo ao Olympique de Marselha-FRA quando joga no Vélodrome. A experiência fica marcada. A torcida do Boca impulsiona a equipe. É diferente de tudo que estamos acostumados a ver.

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