Do vício em cocaína ao Fluminense: conheça a trajetória do goleiro Rodolfo


​Na última sexta (9), o Fluminense anunciou Rodolfo como novo integrante do elenco para a temporada. O goleiro do Atlético-PR se destacou ao ter ótima atuação pelo Oeste-SP na Série B do ano passado, sendo considerado por muitos o melhor do campeonato.  

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Com passagens pela base do Paraná e do Inter, Rodolfo não tem uma história fácil no futebol, como mostrou o ​Globoesporte.com. Usuário de cocaína desde os 15 anos, foi pego no antidoping em 2012, quando tinha recém-conquistado a vaga de titular no Atlético-PR. A suspensão de dois anos poderia ter encerrado de vez a carreira do goleiro. Mas, com o apoio fundamental do clube, aproveitou para se tratar do vício, ficando três meses em uma clínica de reabilitação e depois mais um mês no CT do Furacão. 

– Foi o pior período da minha vida. Ali, achei que a minha carreira tinha acabado (…). A maioria das pessoas diz que foi um azar eu ter caído no antidoping, mas eu penso que foi muita sorte. Se eu tivesse o azar de não ter sido flagrado, estaria bebendo e usando drogas até hoje, e minha vida estaria de ponta-cabeça – disse Rodolfo, em depoimento à Rádio ESPN, em 2015.

Após a recuperação, teve a pena reduzida para um ano e voltou aos gramados em 2014, quando jogou sete partidas pelo Atlético-PR antes de ser emprestado ao Ferroviária-SP. De volta ao clube curitibano após brilhar na Série B, Rodolfo era o favorito para ser titular após a saída de Weverton. Mas preferiu um recomeço no Rio. 

– É uma etapa muito importante na minha vida chegar no Fluminense. Um clube com muita tradição, um time muito grande, então, é uma oportunidade única que eu quero aproveitar ao máximo – disse ao site oficial do Flu em seu anúncio.

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